segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O PROJETO

PROBLEMÁTICA

O contexto social em que vivemos demanda levantar novas discussões acerca dos padrões sociais e ideológicos impostos que modelam o cotidiano para atender às vontades da sociedade hegemônica, condicionados através do espaço-tempo pela desvalorização do continente africano em detrimento do continente europeu.
Nesse sentido, vamos contribuir para a formação de seres críticos e atuantes diante da realidade vivenciada, a partir do processo contínuo de ressignificação da identidade e de todo um processo sócio-hostórico-cultural complexo de formação social.

JUSTIFICATIVA
A construção da identidade brasileira passa pelo reconhecimento dos povos e da cultura africana. Neste sentido, é preciso conhecer e buscar as origens e influências de um povo na construção sócio-espacial do Brasil para que se possam entender as contradições históricas presentes na sociedade brasileira e mundial.
Tendo em vista a sanção da lei 10.639 que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e cultura Afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino, entende se que a educação é a forma mais fácil de reduzir com as desigualdades raciais no Brasil. Levando em consideração o alto grau de influência que a África e seus povos exerceram, mostra-se de grande pertinência que os brasileiros, durante sua vida escolar, sejam apresentados a esses temas a fim de despertar uma visão crítica e desmistificadora a cerca da história criada pelos colonizadores europeus a respeito dos seus ancestrais e de si mesmo.
Dessa forma, (Carril. 2006) demonstra que “O papel do negro na sociedade brasileira será compreendido, não apenas pela participação do mesmo na construção da riqueza comum, mas como contestador desse tipo de riqueza, da qual ele foi sistematicamente excluído”.
Assim, por meio da análise geográfica do espaço poderemos fortalecer os territórios de resistência negra, frente aos poderes hegemônicos que continuam perpetuando a segregação sócio-espacial por meio das relações capitalistas inseridas no espaço geográfico.

REVISÃO TEÓRICA

Conhecer a África é buscar as origens, influências e verdades de um povo que procura resgatar seu lugar no mundo. A história da África foi a todo o momento desqualificada por mitos e visões estereotipadas contra seus povos e sua cultura. Diante da realidade vivida no continente africano, se faz necessário emergir a verdadeira história. Não para a supervalorização, o que seria também o mesmo processo de manipulação, mas para desconstruir as visões distorcidas as quais estão impregnadas na consciência desses.

Como vimos, todas as construções elaboradas sobre África nunca se distanciaram da ambição de dominá-la nem de configurá-la como contraponto de Europa que se arrogava um papel dominante. Ademais, para se submeter o que quer que seja é necessário, antes de tudo, a iniciativa concretizar-se em nível do imaginário, preferivelmente de modo a distorcer a compreensão do outro, habilitando, desse modo, a irrupção de uma ideologia de dominação. (SERRANO; WALDMAN, 2007.p.33-34)

Já não se pode pensar a África simplesmente como sinônimo de pobreza, miséria e fome. Atrelar uma visão a certo lugar e fazer dela verdade absoluta é deixar-se levar por um discurso irreal o qual não merece notável atenção. Então, a partir desses discursos, vimos que o negro sempre esteve à margem da sociedade, mas segundo Carril,
“(...) a formação social do negro brasileiro, instituída no processo de escravidão, manteve-se sendo parte contínua das bases de produção e de reprodução de capital na agricultura e, mais tarde, no espaço urbano”. . (CARRIL, 2006.p.54)

E hoje, graças às contribuições culturais, religiosas, econômicas, sociais, políticas e das formas de resistência conseguimos avançar nas conquistas de direitos essenciais a sociedade brasileira.
Desta forma, a Geografia precisa rever inserir e/ou ampliar seu campo de conhecimento permitindo assim que a estrutura educacional permita e dê visibilidade para os grupos sociais, minorias e marginalizados da construção do espaço brasileiro.

OBJETIVOS

Geral

Despertar a partir dos estudos geográficos a valorização da cosmovisão africana, os modos de vida próprios que foram desenvolvidos pelos povos africanos, a fim de desmistificar a partir de uma leitura crítica a visão eurocêntrica construída ao longo da história, com objetivo de desenvolver um novo olhar sobre a África.

Específicos

• Conhecer a importância do legado africano como berço histórico social da humanidade;
• Apresentar as relações comerciais (antes mesmo da colonização) entre africanos e outros povos/ árabes e europeus;
• Entender como se deu a colonização e a divisão do território africano relacionando seus problemas e conflitos;
• Analisar como o conceito de raça foi usado como instrumento de dominação social;
• Entender como as representações espaciais definem nossas origens a partir das contradições históricas da sociedade brasileira;
• Reconhecer heranças biológicas e culturais que foram deixadas pelos antepassados africanos;
• Discutir as políticas afirmativas do Brasil e seus prós e contras.


PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para o desenvolvimento das atividades serão realizadas aulas expositivas dialógicas, subsidiadas por textos, charges, mapas e recursos áudio-visuais que contribuirão para a contextualização das temáticas e incentivo à participação.
No decorrer dos encontros, faremos a articulação entre teoria e prática através da sua vivência, para que os mesmos possam perceber a relevância do tema no âmbito da formação da sociedade. Instigaremos a participação dos alunos nas discussões das temáticas e no desenvolvimento das atividades propostas, esclarecendo as possíveis dúvidas e questionamentos, contribuindo assim para a incorporação dos temas como parte constituidora da formação individual e coletiva da sociedade brasileira.

CONTEÚDOS
Introdução Geral
Aspectos físicos
Aspectos Sócio-econômicos
Aspectos Culturais

Os primeiros homens e as formas de organização social
O surgimento do homem
Os primeiros reinos
A escravidão no continente africano

Relações comerciais e ocupação do território
Relação comercial com os árabes
Conferência de Berlin
A partilha
Conflitos étnicos
Configuração territorial antes e depois da partilha

Segregação Racial
O conceito de raça e o seu uso como instrumento de dominação
Apartheid
Independência dos países africanos

Formação sócio-espacial do Brasil
Diáspora
Espaços de resistência – Quilombo e favela
Religião
Cultura
Identidade

Políticas afirmativas
Cotas
Lei n°10.639 – Obrigatoriedade do ensino de história e da cultura afro-brasileira
Decreto nº 4.886 - Política nacional de promoção da igualdade racial

PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS
No primeiro dia de aplicação do mini-curso faremos um levantamento do conhecimento prévio dos alunos acerca dos conteúdos a serem trabalhados para constatar o nível de percepção, elucidando os objetivos que pretendemos alcançar para a promoção do conhecimento dos participantes. No decorrer do curso adotaremos o método processual e contínuo de avaliação, através de questionamentos e socializações do aprendizado.
Ao final do mini-curso, avaliaremos o grau de aprendizado através da construção de um painel com palavras e imagens o qual revelará se os objetivos esperados foram ou não alcançados. Além de uma produção textual auto-avaliativa.

REFERÊNCIAS
CAMPOS, Andrelino. Do quilombo à favela: a produção do espaço “criminalizado” no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

CARRIL, Lourdes. Quilombo, Favela, e Periferias: a longa busca da cidadania. São Paulo: Annablume; FAPESP, 2006.

SANTOS, Renato Emerson. (org) Diversidade, espaço e relações sociais: O negro na geografia do Brasil. Belo Horizonte: Autentica 2007.

SERRANO, Carlos; WALDMAN, Maurício. Memória da D’África: a temática africana em sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007.

AULA 01 - 17/11/2010

PLANO DE AULA

Tema
Introdução geral: a África na atualidade

Data e horário
Data: 17/11/2010
Horário: das 08h00min ás 12h00min

Objetivos
  • Sondar o nível de conhecimento dos alunos a respeito do continente africano;
  • Analisar criticamente a imagem da África produzida pelos grupos hegemônicos;
  • Compreender a variedade de etnias, linguas e costumes presentes em África;
  • Mostrar os aspectos físicos que compõem o continente;
  • Apontar os aspectos sócio-econômocos dos principais países africanos na atualidade.

Conteúdos
Localização
Aspectos físicos
Informações sócio-econômicas

Atividades
Dinâmica de apresentação e construção de painel para análise do conhecimento prévio.

Avaliação
A avaliação será de forma processual, observando a participação em aula, e cumprimento da atividade proposta.

Recursos
Notebook, data show, quadro branco, mapas, vídeo, slides, papel metro, balões, papel ofício, hidrocor, fita adesiva

Referências
OLIC, Nelson Bacic. África: Terra, sociedade e conflitos. São Paulo: Moderna, 2004.

ORLANDI, Eni Pucinelli. Terra à Vista: discurso do confronto - velho e novo mundo. São Paulo: UNICAMP, 2008.

SERRANO, Carlos; WALDMAN, Maurício. Memória da D’África: a temática africana em sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007.


DINÂMICA DE APRESENTAÇÃO


Esta dinâmica foi aplicada no início da atividade em grupo, favorecendo a apresentação pessoal e integração dos participantes, despertando o interesse de se conhecerem e ajudando a “quebrar o gelo”.
• Para iniciar a atividade, convidamos os participantes para sentarem dispostos em um círculo e distribuimos uma caneta, uma folha de papel e um balão para cada um;
• Iniciamos a atividade comentando sobre como, em certas ocasiões, as pessoas que não conhecemos podem nos surpreender e se tornarem nossas grandes amigas. Para isso acontecer, basta termos a oportunidade de conhecê-las;
• Pedimos para todos encherem seus balões, “descarregando” dentro deles, todos os sentimentos negativos que nos impedem de fazer novos amigos: arrogância, rudez, frieza, etc… e que, após cheios e fechados, todos os balões foram depositados no centro do círculo;
• Instruimos que escrevessem um “Anúncio Classificado”: um texto simples, curto e atraente, igual a um anúncio comum desses que se lê em jornais e revistas. Este texto deve “anunciar” o seu autor, como se a própria pessoa fosse um produto ou serviço que todos gostariam de comprar ou conhecer. Incentivamos a criatividade dos participantes, apresentando um “anúncio classificado modelo”, escrito por nós mesmos.
• Determinamos um tempo máximo de 10 minutos e, quando todos tiverem seus “anúncios” prontos, recolhemos, afixemos nas carteiras e convidamos a todos que “passem” pelo “mural de anúncios” e escolhessem um, que gostariam de “adquirir”.
• Novamente sentados, com os “anúncios” que escolheram em mãos, os alunos disseram por que fizeram a sua escolha e a quem acham que o “anúncio” se refere.
• Depois que todos os alunos falaram sobre suas escolhas, cada um revelou o “anúncio” que é de sua autoria.
• Reforcamos a mensagem que abriu esta atividade e encerramos com todos em pé, de braços dados, estourando os balões com os pés.
___________________________________________________________________


CONHECIMENTO PRÉVIO

___________________________________________________________________

ÁFRICA: AS DUAS FACES

___________________________________________________________________

FOTOS





COMENTÁRIO
Na aula um podemos perceber a empolgação e o estranhamento dos alunos para com o tema. Embora cheios de preconceito a respeito  dos aspectos que envolvem o continente africano, os alunos se mostraram dispostos a aprender. Estavam cheios de curiosidade e não se preocuparam em perguntar, por mais que as perguntas pudessem parecer óbvias. Provavelmente elas não eram óbvias para eles que tinham pouquíssimas informações dos assuntos abordados.

AULA 02 - 19/11/2010

PLANO DE AULA
Tema
 Os primeiro homens e as formas de organização social

Data e horário
Data: 03/12/2010
Horário: das 08h00min ás 12h00min

Objetivos
  • Perceber a importância do continente africano para a história da humanidade em sua gênese;
  • Compreender como se deu a organização espacial dos primeiros reinos;
  • Analisar como se dava a escravidão na África;
  • Comparar as noções de escravidão e peropriedade entre africanos e europeus.
Conteúdos
Aspectos humanos
O surgimento do homem
A escravidão no continente aficano

Atividades
Leitura dirigida, identificando os elementos do texto no mapa. 

Avaliação
A avaliação será de forma processual, observando a participação em aula, e cumprimento da atividade proposta.

Recursos
Notebook, Data show, Quadro branco, Mapas, Slides e textos.

Referências
OLIC, Nelson Bacic. África: Terra, sociedade e conflitos. São Paulo: Moderna, 2004.

RODRIGUES, João Carlos. Pequena história da África negra.São Paulo: Editora Globo, 1990.

SERRANO, Carlos; WALDMAN, Maurício. Memória da D’África: a temática africana em sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007.
______________________________________________________________________

UMA REFLEXÃO SOBRE O DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA
______________________________________________________________________

FOTOS


______________________________________________________________________
COMENTÁRIO
Nessa aula o que ficou muito claro para nós ministrantes foi a surpresa por parte dos alunos em descobrir a importância do continente  e das pessoas africanas para a história da humanidade. Além das reportagens na época da copa do mundo, até então eles nunca tinham ouvido falar algo da África que não fosse para desvalorizá-la, e ridicularizá-la.

AULA 03 - 23/11/2010

PLANO DE AULA

Tema
Relações comerciais e ocupação do território africano

 Data e horário
Data: 23/11/2010
Horário: das 08h00min ás 12h00min

Objetivos
  • Destacar as relações de coméricio existente entre árabes e africano, antes mesmo da chegada dos europeus ;
  • Apontar as influências religiosas deixada pelos árabes aos africanos ;
  • Analisar criticamente o processo de colonização e partilha da África, a Conferência de Berlin, e a atual configuração territorial da mesma.
Conteúdos
Relação comercial com os árabes e influência religiosa
Conferência de Berlin
A partilha 
Configuração territorial antes e depois da partilha
Conflitos entre etnias


Atividades
Jogo da velha com  questões discutidas nas aulas anteriores;
Elaborar e responder perguntas entre os próprios lunos;
Respondr a questões de verdadeiro ou falso. 

Avaliação
A avaliação será de forma processual, observando a participação em aula, e cumprimento da atividade proposta.

Recursos
Notebook, Data Show, Quadro branco e Mapas, Slides.

Referências

HERNANDEZ, Leila Leite . A África na sala de aula: visita à história contemporânea. 1ª. ed. São Paulo: Grupo Summus/Selo Negro Editora, 2005.
PENNAFORTE, Charles. África:horizontes e desafios no século XXI. São Paulo: Editora Atual, 2006.


_______________________________________________________________

COMENTÁRIO
O intuito desse mini -curso nunca foi supervalorizar a África e esconder os problemas sociais nela existentes, mas sim mostrar um lado do continente que geralmente não é mostrado nas TVs, jornais, revistas, e muito menos discutido nas escolas. Embora quiséssemos mostrar muitas das coisas bonitas e a importância da mesma, também demos ênfase  aos processos de exclusão e conflito não por que a África é assim mesmo e está fadada a ser sempre assim, mas analisando as causas dos seus problemas.

AULA 04 - 24/11/2010

 PLANO DE AULA

Tema
A segregação racial como  instrumento de dominação.

Data e horário
Data: 24/11/2010
Horário: das 08h00min ás 12h00min

Objetivos
  • Perceber o  conceito de raça foi utilizado como instrumento de dominação;
  • Compreender como se deu o processo de Apartheid;
  • Discutir os próprios pré-conceitos;
  • Entender como se deu o processo de independência dos países africanos.
Conteúdos
O conceito de raça
 Apartheid
Independência dos países africano

Atividades
Leitura e discussão de textos e música.

Avaliação
A avaliação será de forma processual, observando a participação em aula, e cumprimento da atividade proposta.

Recursos
Notebook, Projetor Data Show, Quadro branco, Música, Mapas e Slides.

Referências
SANTOS, Renato Emerson. (org) Diversidade, espaço e relações sociais: O negro na geografia do Brasil. Belo Horizonte: Autentica 2007.

SERRANO, Carlos; WALDMAN, Maurício. Memória da D’África: a temática africana em sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007.
_______________________________________________________________

Racismo É Burrice
Composição: Gabriel O Pensador
Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
"O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar"
Racismo, preconceito e discriminação em geral;
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice
Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral
Racismo é burrice
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Racismo é burrice
E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você.
___________________________________________________________________
FOTOS



______________________________________________________________________

COMENTÁRIO

Esse é sempre um tema polêmico, e por isso foi sem sombra de dúvidas o dia em que mais se ouviu a voz dos cursistas.  É sempre importante ouvir o que o aluno tem a dizer, é interessante analisar que muitas vezes na escola não existe muito espaço para que eles se expressem, porém eles têm muito a dizer (e não é bobagem).
Lemos alguns textos de diferentes autores, com diferentes abordagens, o mais interessante é que alguns dos alunos discordavam e tinham uma opinião muito consistente a respeito do tema.
 Deixou os estagiários orgulhosos.

AULA 05 - 03/12/2010

PLANO DE AULA

Tema
Formação sócio–espacial do Brasil: diáspora, quilombo e favela

Data e horário
Data: 03/12/2010
Horário: das 08h00min ás 12h00min

Objetivos
  •  Compreender os aspectos da formação social brasileira a partir da diáspora;
  •  Analisar e comparar as condições de vida dos escravos no período colonial;
  • Compreender o processo de escravidão no Brasil as contribuições para a formação social do povo brasileiro;
  • Perceber a importância dos quilombos como território de resistência à escravidão;
  • Entender como se deu a formação das favelas no território brasileiro.
Conteúdo
Diáspora africana e a relação com o Brasil;
As condições de vida dos escravos no Brasil;
As implicações da escravidão no Brasil;
Os Quilombos como espaços de resistência;
Origem e formação das Favelas no território brasileiro.

Atividades
Produção textual que relacione as formas de escravidão na África, no período colonial e nos dias atuais a partir da análise do filme “Quanto vale ou é por quilo”.

Avaliação
A avaliação será de forma processual, observando a participação em aula, e cumprimento da atividade proposta.


Recursos
Notebook, Projetor Data Show, Quadro branco, Mapas, DVD, Slides.

Referências
CAMPOS, Andrelino. Do quilombo à favela: a produção do espaço “criminalizado” no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

CARRIL, Lourdes. Quilombo, Favela, e Periferias: a longa busca da cidadania. São Paulo: Annablume; FAPESP, 2006.

SANTOS, Renato Emerson. (org) Diversidade, espaço e relações sociais: O negro na geografia do Brasil. Belo Horizonte: Autentica 2007.

_________________________________________________________________

PRODUÇÃO DESTAQUE





_____________________________________________________________

FOTOS



_________________________________________________________________


COMENTÁRIO

 

Com a temática da escravidão e importação dos africanos os alunos já estavam mais familiarizados, porém a questão das favelas e quilombos era ainda um assunto não pensado. A turma respondeu muito bem ás avaliações mesmo não tendo tido contato anterior com o assunto.
Para os estagiário, por volta da aula 4 e 5 começaram a surgir dificuldades com relação a alguns alunos, pois depois de um  tempo eles se acostumam com o professor e começam a, digamos assim, relaxar. Para nós a dificuldade tem relação direta com o fato de não termos tido experiência alguma anteriormente,  para um professor experiente, esse fato é uma coisa completamente simples e corriqueira, mas mesmo sem experiência soubemos contornar bem a situação.

AULA 06 - 07/12/2010

PLANO DE AULA

Tema
Heranças da África e políticas afirmativas no Brasil.

Data e horário
Data: 07/12/2010
Horário: das 08h00min ás 12h00min

Objetivos
  • Analisar as muitas semelhanças entre brasileiros e africanos no que se diz respeito á cultura ;
  • Conhecer as religiões afro- brasileiras e analisar os duscursos etnocentricosque demonizaram tais religiões ;
  • Debater a respeito das politicas afirmativas.
Conteúdos
Religião
Cultura
Identidade
Cotas
Lei n°10.639 – Obrigatoriedade do ensino de história e da cultura afro-brasileira
Decreto nº 4.886 - Política nacional de promoção da igualdade racial

Atividades
Debate entre grupos.

Avaliação
A avaliação será de forma processual, observando a participação em aula, e cumprimento da atividade proposta.

Recursos
Notebook, Projetor Data Show e  Quadro branco.

Referências
SANTOS, Renato Emerson. (org) Diversidade, espaço e relações sociais: O negro na geografia do Brasil. Belo Horizonte: Autentica 2007.

SERRANO, Carlos; WALDMAN, Maurício. Memória da D’África: a temática africana em sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007.

SILVEIRA, Renato da. Do calundu ao Candomblé. Dossiê África reinventada. Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 1.Nº 6. dezembro de 2005.

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.639.htm> Acesso em: O4 DEZ. 2010.

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2003/D4886.htm> Acesso em: O4 DEZ. 2010.
______________________________________________________________________

FOTOS




________________________________________________________________

COMENTÁRIO

Um outro assunto polêmico que foi muito bem recebido pelos cursistas, ai deu  pra perceber  mais claramente os efeitos do mini-curso . Nas falas dos alunos eles já se utilizavam de argumentos baseados nas aulas anteriores.

AULA 07 - 10/12/2010


 PLANO DE AULA

Tema
 Revisão

Data e horário
Data: 10/12/2010
Horário: das 08h00min ás 12h00min

Objetivos
Recordar as principais  questôes vistas durante o curso;
Avaliar  curso, cursistas e ministrantes
Confraternizar de encerramento

Conteúdos
Atividades
Produção de painel com o que foi aprendido durante o curso e resposta ao questionario de avaliação.

Avaliação
A avaliação será de forma processual, observando a participação em aula, e cumprimento da atividade proposta.

Recursos
Papel metro, hidrocor, .

Referências

_______________________________________________________________

FOTOS






____________________________________________________________________

CARTAZ




_____________________________________________________________
COMENTÁRIO

Chegou a hora da avaliação, de dizer o que foi bom, o que poderia melhorar, o que aprendemos com tudo isso... Com certeza todos nós aprendemos, eles os alunos, e nós os professores